A inferioridade passageira
Do carro parado
A inferioridade constante
Do ser humano
Divagando em obras subversivas,
Sem alterar a sensação.
O aperto de mão dado de longe,
O sorriso rápido no passar
De uma viagem,
Perdido na estrada de terra,
Sobreposta por arranha-céus,
Que desenham estrelas.
O suspiro sufocado no rio
Secular da guerra fria,
E essa falsidade de que tudo
É normal e aceitável,
Nos transforma em tecnologia
Corruptível, cheia de vírus.
Novas palavras tentam definir
A incompreensão da paz,
Versos velhos tentam imitar
O futuro pregado a tanto tempo,
Por inventores metafísicos que se
Perderam em pesquisas mal feitas.
A inferioridade constante do ser humano,
Divagando em obras subversivas,
Sem alterar a situação.
É a inferioridade do carro parado,
Na esquina de teu mundo interior
E implacável.
Renan Reis